Salve colorados,
É.. primeiro a arbitragem sempre dificultando a vida do Inter. E agora, mais uma da mãe dos Paulistas e Cariocas, mais conhecida como CBF. Querem punir o Inter pelo número excessivo de crianças em campo. Vergonhoso.
Segue texto na íntegra do blog Bola Dividida, do jornalista Mário Marcos de Souza, na Zero Hora.
PS: Adoro esses link do ClicRBS.. são bem pqnos.
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Terça-feira, 25 de agosto de 2009
Agora, a CBF implica com as crianças
| Foto: Mauro Vieira e Fernando Gomes |
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Um dos projetos institucionais mais bem-sucedidos do Inter corre o risco de ser interrompido ou, ao menos, abalado por uma inesperada decisão da CBF.
Diante do número de crianças no gramado, pouco antes do jogo contra o Corinthians, quarta-feira da semana passada, observadores do departamento de competições encaminharam ofício ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva pedindo que o caso seja analisado para verificar se não houve infração do Inter ao regulamento geral - o que pode implicar até mesmo em eventuais punições.
O problema é que a CBF baseou-se apenas nas imagens, sem verificar se houve atrasos ao jogo ou perturbação aos adversários. Não levou em conta nem o árbitro Wagner Tardelli, que nada registrou em súmula.
Por isso, o coordenador (e criador) do projeto Criança Colorada, Otávio Rojas, enviou relatório do departamento jurídico do clube explicando os objetivos da iniciativa e, principalmente, destacando que nunca houve atrasos. As crianças são guiadas e cumprem um regulamento próprio.
Se o jurídico concluir que é melhor cumprir rigorosamente o artigo 99 do Regulamento geral, que estipula um máximo de 22 crianças em campo, o projeto pode até ser suspenso - o que seria uma frustração completa para crianças (150 por jogo) que já têm idas ao estádio agendadas até dezembro deste ano.
Nestes nove anos, o projeto recebeu 37 mil crianças da rede escolar no estádio, todas agendadas. Elas chegam duas horas antes ao Beira-Rio, são cadastradas, recebem uma pulseirinha de identificação, fazem uma visita ao estádio, lanche, recebem bandeirinhas e assistem ao jogo em lugar seguro.
Elas entram em campo e fazem um círculo no gramado para receber o time.
Não podem tirar fotos, nem pedir autógrafos para evitar contratempos e são retiradas rapidamente para não atrasar o jogo.
Otávio Rojas, o coordenador, acha que no jogo com o Corinthians, dirigentes paulistas passaram pelas crianças, acharam que haveria tumulto e fizeram a queixa.
Com o time, de mãos com os jogadores, entram as 22 permitidas pelo regulamento.
Dependendo da conclusão dos advogados, o clube pode suspender um projeto que traz as crianças para o estádio e que já recebeu aprovação do Clube dos 13 como uma ideia a ser difundida.
As exigências da CBF estão causando dificuldades também ao Grêmio, que sempre teve um projeto um pouco diferente.
No Olímpico, crianças vão semanalmente ao quadro social e se inscrevem para o jogo. Se não houver vaga, precisam voltar na semana seguinte porque a lista é sempre renovada.
Há pelo menos três jogos, segundo Luiz Moreira, o diretor de administração do clube, o Grêmio tem limitado as vagas às 22 previstas pelo regulamento de competições da CBF. “É uma dificuldade porque o Grêmio é um clube grande”, ressalta Moreira, lembrando que o número de crianças interessadas é agora sempre muito maior do que as vagas.
Dá para imaginar a frustração das crianças gremistas e coloradas. Quem vai explicar a elas que não podem mais curtir a proximidade com os jogadores e o ambiente dos clubes porque alguns cartolas da CBF resolveram implicar com os projetos da dupla Gre-Nal?
Se houvesse confusão, tudo bem, mas nunca houve atraso dos jogos, como está devidamente comprovado.
Um dos objetivos de Grêmio e Inter com estes projetos é trazer as crianças para os estádios e, ao lado delas, as famíllias, claro.
Com isso, muda o ambiente dos jogos e os baderneiros perdem espaço.
A CBF, pelo jeito, não entendeu nada.
